Priscila foi, sem dúvida, minha melhor amiga. Mulher exuberante,inteligente, dona de um sorriso lindo e de uma personalidade fascinante, colega no curso de Direito na Universidade Mackenzie, desde sempre ela brilhou: tudo o que conquistou foi por esforço próprio, o primeiro estágio, as vitórias no emprego, as viagens para o exterior, o corpo magro que ela fazia o diabo pra manter. Nada na vida da Pri veio de graça. Nada.
Nos últimos tempos ela cogitava entrar numa nova fase de vida: ser mãe. Não imagino mulher melhor pra ter um filho, pra assumir a responsabilidade de trazer ao mundo uma vida nova que seria tão batalhadora quanto ela.
Priscila faleceu aos 31 anos vítima do acidente com o avião da TAM. Perdi minha querida "sheila amiga" como gostava de a chamar. Nesse momento todas as lembranças afloram a mente a noite de nossa formatura, os intermináveis telefonemas, os aniversários que não pudemos mutuamente comparecer porque não tínhamos tempo pra nada, seguidos dos recados no celular: " você não me ama mais!" dizia às gargalhadas e, na seqüência, no momento em que lhe dizia o mesmo, a resposta automática: " I still loving you baby!"
Pri, eu vou sentir muito sua falta. Já estou sentindo.
