Descobrindo novos cronistas...
sobre o blog
Acredito que todos nós um dia na vida já escrevemos um texto que gostaríamos de compartilhar com outras pessoas, mas cadê espaço?

Foi pensando assim que criei o Vamos Cronicar que tem uma meta muito simples: colocar na internet crônicas e contos de escritores envergonhados, anônimos, de primeira viagem e até mesmo daqueles que já sabem bem o ofício...

Para tanto gostaria de pedir a vocês que mandem suas crônicas, contos, poesias que estão aí, guardadinhas na sua mente ou esquecidas numa gaveta, para cá.

Participe e obrigada por visitar esse espaço!
Volte sempre!

Maria Carolina,criadora do blog
crônicas arquivadas
particpe você também
Um oferecimento
Layout desenvolvido por Inverno

Powered by Blogger


Quarta-feira, Outubro 18
De luto
Oi gente!
Infelizmente perdi uma mulher que considerava minha mãe e no momento me encontro de luto.
Peço a paciência de vocês que logo voltaremos ao normal, ok?
Grata,
Carol
Inexistência de um ideal
Geraldo Canuto

Falta de objetivo definido, convivência inapropriada e ausência de um ideal provocam desinteresse pelos acontecimentos cotidianos.

Não havendo um objetivo real e definido, a pessoa deixa-se levar pelos amplos, fáceis e incertos caminhos, não se prepara para um crescimento maior. Vê-se num simples e pequeno mundo, naufragando inevitavelmente no intolerante imediatismo.

Em conseqüência disso, a falta de um ideal poda o crescimento sólido. Sem ele, o indivíduo torna-se um ser bruto, estático, inútil. É imprescindível um motivo maior para direcionar a vida em todos os seus aspectos, eliminando obstáculos, modificando rotas, criando esperança, dando sentido à própria existência.

Tudo acontece pela convivência insólita que propicia o desalento, a submissão e a inércia, levando o indivíduo a desacreditar em suas próprias possibilidades de sucesso pessoal, pois os demais se encontram também acéfalos, no mesmo marasmo. Houvesse alguns almejando patamares maiores, os outros tentariam, pelo menos, galgar alguns degraus, evitando assim o parasitismo ímpar de um povo fraco.

Por tudo isso, verifica-se que a tamanha apatia existente leva à mesmice, à mediocridade de um mundo improdutivo e mesquinho. Seria inteligente erguer-se em um novo salto, impulsionando-se para o ápice humano da construção e da realização: os sonhos.


Quinta-feira, Outubro 5
A JUVENTUDE BAIANA É UM MAKING IN OFF DE PORNÔ BRASILEIRO
Murilo Alves

Há um abismo que separa a qualidade dos filmes pornôs norte-americanos dos brasileiros. Assisto a hot pornografia cinematográfica ianque sem piscar os olhos, fascinado pelo dedicado gosto ao trabalho das atrizes do sexo na terra de Bush. Aqui no Brasil, as atrizes pornôs atuam em cena por um prato de comida, pois o desprestígio do nosso Ministério da Cultura em relação ao cinema nacional atinge, de fato, todos os gêneros abordados por essa arte.
Lembro-me dos meus tempos de guri lá no Rio grande do Sul, quando eu não deixava de assistir os programas matinais da Turma da Xuxa e suas paquitas, em especial, a Andréia Sorvetão, que daquelas loiras era a minha preferida. Ocorre que os anos passaram, eu cresci um pouquinho com eles e a Sorvetão também, pois imaginem que nesta última semana quisera o destino que eu tivesse a oportunidade de conferir a minha antiga paixão juvenil, agora ¿mais vivida¿, sendo a protagonista de um filme pornô brasileiro...
Eu confesso que boa parte das cenas era tão hilariante, ao ponto de me levar a fazer dezenas de anotações para futuros textos, que me surgiu em mente fazer uma associação dos making in offs dos filmes pornôs brasileiros com a juventude baiana, da qual hoje faço parte.
Somente aqueles que assistirem os bastidores de tais filmes poderão me entender. É algo de extraordinário a semelhança da desorganização das montagens com as atitudes brandas e submissas das organizações estudantis por aqui.
O coronel urbano ordenou ao ex-governador que trocasse o nome do aeroporto internacional de Salvador ¿ 2 de julho ¿ data símbolo da independência da Bahia, para Luís Eduardo Magalhães, homenagem ao filho que já morreu? Tudo bem, tudo zen, na moral... Resistência quase que nenhuma, protestos desorganizados, muita politicagem no meio, enfim.
Os coordenadores e professores, mestres e doutores em sua maioria, são demitidos das faculdades privadas sem nenhuma justificativa convincente da parte da diretoria das instituições, sendo que profissionais de nível semelhante só são admitidos semanas antes das visitas de reconhecimento dos cursos pelo MEC? Tudo bem, tudo zen, na moral...
Paralisam as aulas por dois dias, se reúnem em assembléias que mais parecem encontros de sindicalistas do ABC paulista, convidam representantes de partidos políticos nas vésperas das eleições, e, assim, os nossos problemas são esquecidos em um canto, como os pênis desconsoláveis do filme da Andréia.
Renato Russo já dissera que ¿até um tempo atrás nós podíamos mudar o mundo, quem roubou nossa coragem?¿, justamente porque acreditava, assim como eu, na força de nossas ações, nas mudanças e nas transformações de pensamentos e atitudes.
Por enquanto, nada mais somos do que um bando numa propaganda de abadas na época do carnaval, ou um making in off de filme pornô brasileiro, embora tenhamos sim, em cada um de nós, a capacidade de nos organizarmos com tesão e alegria, a exemplo dos atores e atrizes dos pornôs norte-americanos, no intuito de amenizarmos as calamidades que nos assolam.
Nada contra a Sorvetão, o Frota, a Cicarelli que seja, ou, ainda, ao jeito festeiro e contemplativo de ser da juventude baiana. Assim, tudo bem, tudo zen, na moral...