Descobrindo novos cronistas...
sobre o blog
Acredito que todos nós um dia na vida já escrevemos um texto que gostaríamos de compartilhar com outras pessoas, mas cadê espaço?

Foi pensando assim que criei o Vamos Cronicar que tem uma meta muito simples: colocar na internet crônicas e contos de escritores envergonhados, anônimos, de primeira viagem e até mesmo daqueles que já sabem bem o ofício...

Para tanto gostaria de pedir a vocês que mandem suas crônicas, contos, poesias que estão aí, guardadinhas na sua mente ou esquecidas numa gaveta, para cá.

Participe e obrigada por visitar esse espaço!
Volte sempre!

Maria Carolina,criadora do blog
crônicas arquivadas
particpe você também
Um oferecimento
Layout desenvolvido por Inverno

Powered by Blogger


Quarta-feira, Setembro 28
NÁUFRAGO
Murilo Alves

No porto do meu coração
Reside tal qual um esplendor
Reside o imponente navio
Viajo e morro de amor

No porto do meu coração
Onde azul quão sublime não há
Só nos lemes, dentr'embarcações, voraz incolor
Viajo e morro de amor

No porto do meu coração
Certa feita ancorou um navio
Submergido, agora, nas águas límpidas
de lembranças mil

Permanece uma musa esperando
Mescla e clama esperança com dor
Revolta-se contra o destino
Viajo e morro de amor

Lá; bem no porto do meu coração
Reproduz-se a imagem da fada
Chora triste, ora calada
Onde, além de em meu porto, estará minha amada?

Já não contemplo nem flores, nem cânticos
Arco-íris? Sete traços sem cor...
Sou suicida, sou flagelo,
Viajo e morro de amor

No porto do meu coração
Embarcam formosas donzelas
Amortecem desejos
Mas náufrago sou com elas

Desconhecem o meu sentimento
Me iludo, somando ao pavor
Bem no fundo, eu afundo,
Viajo e morro de amor.

Sobre o autor: Murilo Alves, 19 anos, estudante de Jornalismo em Salvador-Ba.
Sexta-feira, Setembro 16
INSÔNIA
Murilo Alves

Na madrugada que não hesita
Relembrar-me os erros de um tempo
Surgem mil desalentos, entre desenganados intentos
De uma submergida batida

Pontualmente, eis que surge ela
Vem coberta por um veludo negro
Assim como a majestosa noite
Porém, seu rosto, afirmo que nunca o vejo
Ah! Fiel companheira, quem dera me revelasse
Às centenas de faces dela

Por que me falas se não te vejo?
Dizes que lhe provoco
Deitando sobre o cristal do meu copo
Todo o aroma de um café que almejo ( e as recordações que trazes da moça que roubei o beijo? )

Injusta! Quantos rancores carregas contigo
És tu que me inspiras às ruas sombrias,
às noites vazias, aos porres nos bares
Perseguindo-me através de meus crimes
Ofertados sob os teus altares
Consideras-me mais um basbaque ou acolhes teu confidente amigo?

Deixa-me ao menos ver o teu rosto
Já tens meus suspiros, gemidos de outrora
Conheces meus sonhos, saudades, demoras
Eis que dou-te os versos de um insensato moço...

Sobre o autor: Murilo Alves, 19 anos, estudante de Jornalismo em Salvador-Ba.