Descobrindo novos cronistas...
sobre o blog
Acredito que todos nós um dia na vida já escrevemos um texto que gostaríamos de compartilhar com outras pessoas, mas cadê espaço?

Foi pensando assim que criei o Vamos Cronicar que tem uma meta muito simples: colocar na internet crônicas e contos de escritores envergonhados, anônimos, de primeira viagem e até mesmo daqueles que já sabem bem o ofício...

Para tanto gostaria de pedir a vocês que mandem suas crônicas, contos, poesias que estão aí, guardadinhas na sua mente ou esquecidas numa gaveta, para cá.

Participe e obrigada por visitar esse espaço!
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Maria Carolina,criadora do blog
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Sábado, Fevereiro 28
A Lágrima da Ninfa
Lu Cavichioli

Há muitos anos... longínquos anos... em um velho condado chamado Vila Azul, viveu um homem simples, com poderes extraordinários,fazia poções mágicas. Sua casa era repleta de ervas, extratos florais e pedras preciosas que achava em suas andanças pela floresta.
A população do condado era composta de colonos.e a aldeia vivia do plantio de grãos e cereais. Era época da colheita, e por estes dias, aconteceria uma festa, denominada a Colheita da Lua, por coincidir com o aparecimento da lua cheia.
Os colonos andavam em polvorosa por causa da comemoração, porém Odeon limitava-se à sua casa e suas poções.
Geralmente, ele saía todas as manhãs,bem cedo, evitando assim que alguém pudesse vê-lo. Andava sempre com um manto que possuía um capuz, e nunca ninguém tinha visto seu rosto. Vivia isolado, triste e amargurado. Seu rosto era deformado, em decorrência de uma explosão, acontecida há algum tempo quando tentava encontrar uma fórmula para obter a fonte da juventude. Seu rosto ficou em chamas, que logo abafou com a ajuda de cobertores, curando-se com unguentos que ele mesmo fazia. Entretanto seu aspecto era medonho, provocando asco. Nesse dia, arrumou seus pertences e viajou para longe, encontrando este vilarejo que adotou como lar.
As pessoas nem se incomodavam mais com ele porque já conheciam seu jeito eremita de ser.
Porém, guardava em seu coração uma infinita tristeza: amava em segredo. Ele a via todo fim de tarde à beira do lago, banhando-se em pétalas, exibindo suas melenas , seu corpo e seu rosto de anjo. Odeon escondia-se entre as folhagens para vê-la em todo seu esplendor. E pensava como seria feliz se ela o amasse. Abandonaria tudo se fosse preciso para estar com ela para sempre.
Acalentando seu sonhos, retornava e fazia de seu infortúnio um companheiro. Nas mãos, levava um feiche de ervas , com a intenção de converter em extrato perfumado para sua amada.
Finalmente a noite da tal festa chegou. Fogos de artifício rabiscavam o céu, desenhando luzes e cores.
Enquanto os homens animavam o ambiente com suas flautas e pífaros, as mulheres arrumavam as mesas com flores , pratos típicos e vinho. As crianças traziam nas mãos bandejas com frutas secas para acompanhar o jantar.
Odeon espiava atrás da cortina, sentindo-se a mais hedionda das criaturas. Sem importa-se com a tal festa em meio a tanta música e comilança, o druída saiu em direção ao lago. Em seus pensamentos achava-se a bela Melina, de cabelos ruivos, pele alva e olhos azuis. Na certa, descera do Olimpo esta deusa maviosa, trazendo para a Terra a doçura divinal.
Ao chegar, sentou-se e ficou a observar o firmamento e devanear como era de costume. Entretanto, levado pelo cansaço adormeceu na beira das águas, sendo despertado pelos primeiros raios de sol e pela voz lírica e canora de sua amada. Então sem demora levantou-se rapidamente cobrindo o rosto e correndo em direção à floresta, quando ouviu:
- Espere! O que fazia caído na beira do algo? Está doente?
Odeon corria tão desnorteado que não percebeu em seu caminho uma pedra, tropeçou caindo de rosto numa poça de lama. A moça, que vinha logo atrás, aproximou-se ajudando a levantá-lo. Como seu rosto estava enlameado, ela não pode ver a face grotesca.
- Venha comigo, tenho água fresca em meu jarro, lavarei seu rosto.
- NÃO! Disse ele em tom lacônico.
Melina assustou-se, mantendo distância.
Odeon escapou mais uma vez. A moça, furtiva, seguiu seus passos até a entrada do Condado, descobrindo sua casa .
Depois deste incidente, o druída confinou-se caindo em estado de profunda angustia. Abandonou a idéia de rever Melina em seus banhos matinais, esquecendo também do extrato floral o qual iria presenteá-la, pedindo a morte.
Uma noite, num acesso de loucura, jogou todos seus livros no chão, chutando-os e maldizendo a alquimia:
- Estou condenado à solidão.
Já meio desacreditado, olhou para a estante e viu um único livro sobre a prateleira, e pegou-o imediatamente. Era um livro pesado, maior que os demais. Tinha a capa da cor do carvalho, a árvore sagrada dos druídas. Para seu espanto, ao ler o título, suas esperanças renovaram-se. Estampado em letras douradas e sobressalentes lia-se: "A SERPENTE DA SABEDORIA".
Tratava-se de um livro místico, que continha poções perigosamente milagrosas. Isto parece um contrasenso mas na verdade era assim mesmo.
Tanto poderia curar como provocar efeitos colaterais irreversíveis. Deveria ser usado com parcimônia e sabedoria.
Odeon lembrou-se de sua mãe, uma sacerdotisa druída de grande confiabilidade, que lhe dissera certa vez para utilizar-se dele somente em caso de vida ou morte. Entretanto, esta lembrança esvaiu-se como fumaça e ele começou a folhear as páginas como louco. Até que encontrou uma poção denominada "Fenix". Esta, destinava-se a combater toda a sorte de enfermidades que atingissem a pele, porém ele sem raciocinar pôs-se a verificar se possuía os ingredientes.
Ávido para iniciar a alquimia ia lendo os ítens e ao mesmo tempo separando-os sobre o balcão, até que leu o último ingrediente que pedia - Lágrimas de Ninfa.
Nesse momento sua expressão que era de contentamento, reverteu-se em desespero, exclamando:
- Por Merlin!! Estou mesmo sem sorte... se ao menos eu lembrasse onde tomar a barca para a Ilha Sagrada de Avalon...
Avalon era um lugar místico, cercado de brumas, onde vivia um povo misterioso e dotado de incríveis poderes extrasensoriais, envolvidos em muita magia. Onde as ninfas corriam livres pelas florestas.
Sua paixão por Melina talvez o levasse à loucura. Ansiava em ser formoso novamente, e assim conquistar-lhe o coração.
Então, sem perda de tempo, deu início à alquimia, mesmo estando ciente que faltava-lhe um ingrediente.
O aroma forte de mirra invadia toda a cabana escapando pelas frestas, inebriando a madrugada.
Odeon usava esta resina aromática com a finalidade de purificar o ambiente e prepará-lo para suas experiências místicas. Então sem demora, o druída concluía a mistura milagrosa, que supostamente faria seu rosto voltar ao normal.
Tão logo ficou pronta a poção, deveria ficar em decantação por um período mínimo de 2 horas. Então Odeon resolveu descansar.
Às primeiras luzes da aurora ele desperta, vigoroso e confiante. Aproximou-se do tacho sentindo o aroma floral. A fórmula rezava que o líquido deveria ser passado nas partes afetadas, então lavou o rosto delicadamente, esperando que secasse ao natural. Assim que seu rosto secou, Odeon levantou-se pegando um caco de espelho, tão grande era o pavor de olhar-se em um inteiriço. Foi quando viu pelas beiradas do caquinho algumas de suas profundas cicatrizes. Soltando um urro medonho terminou de quebrar o que estava do espelhinho. Saiu transtornado floresta a dentro, atirando-se em meio às folhagens, e então chorou como nunca havia chorado antes. Entretanto, sem suspeitar estava sendo observado por um vulto que espreitava logo atrás de uma pedra.
Após tanto desespero, o pobre homem levantou-se deixando-se levar pela própria sorte, caminhando em direção a cabana. De repente estancou os passos, olhando para trás...era estranho, mas tinha sensação de que alguém o seguia.
Enquanto caminhava ia traçando seus planos: iria embora daquele maldito lugar, embora soubesse que sua maldição o acompanharia e todos os lugares para ele, seriam malditos.
Entrando rapidamente na cabana, começou a ajuntar suas "tralhas": toda sorte de potes, frascos e livros...tudo ia sendo jogado dentro de um enorme saco de viagem. Frenéticamente, caminhou até o tacho, dizendo:
- Farsa! Esta fórmula é uma farsa!
Abaixou-se ali, sem forças, proferindo em tom baixo algumas palavras maldizendo a vida. Foi quando sentiu sobre seu ombro um toque leve...
mãos femininas...assustado, apavorado ou mesmo aparvalhado, Odeon levou um choque. De pé, bem a sua frente estava Melina, que aturdida fitava aquele rosto grotesco tomado pela desgraça.
- Vá embora!! O que faz aqui?
- Acalme-se, por favor. O que houve por aqui? Por que seu rosto ficou assim?
- Oras...será que lhe dou uma explicação? Por que deveria? Vá embora, eu já disse!!! Você é apenas uma estranha.
- Tem certeza do que diz? Sei quem é você, espiava-me em meus banhos... é o mesmo homem que fugiu de mim com o rosto enlameado.
Nesse momento, Odeon tira um punhal da cintura ameaçando matar-se.
Melina em desespero começa a chorar... então duas lágrimas de mãos dadas correm pela face caindo dentro da poção. Imediatamente o líquido entra em ebulição e uma névoa perfumada envolve a cabana. Num sobressalto, Odeon deixa cair o punhal e em apenas um passo alcança o tacho. Com as mãos em concha retira parte do líquido místico, lavando o rosto. Uma sensação de torpor toma-lhe conta, fazendo-o perder os sentidos.
Tudo estava terminado. O desejo do druída finalmente fora realizado. Seu rosto transformara-se, e novamente voltara a ser um belo homem. Entretanto, quando recobrou os sentidos Melina havia desaparecido.
Diz a lenda que as ninfas jamais poderiam apaixonar-se, essa era a lei. E se isso acontecesse, em brumas se transformariam, retornando ao lugar de origem.
De Odeon nada mais se soube. Contam os aldeões que ele virou constelação, e em noites de lua cheia seu rosto brilha no céu, refletindo seu lume no lago.
O lago da ninfa que abriga a constelação de Odeon.
Segunda-feira, Fevereiro 23
Brincando de Cidade
Graça Carpes

Quero o pulsar...
Da Poesia.
Solto
Feito o voar de asas banhado no ouro da tarde.
Ser
O vento!

Disse-me ser final de semana e mudou a cor do semáforo.
Quando criança pensava que serviam para colorir as noites...
Ainda penso que é para isso que servem.
Carros, muitos... Eu brinco de cidade.
Seis horas da tarde e olho para o céu através das vidraças.Outras vidraças erguidas ao céu mostram-me inclinada, a imagem do chão.
Quero encontrar
Amigos.

Horas da noite
Sobre a cidade
E uma lua nua de medos
Dançava.
Saímos da aula para o bar
Onde
Noturnos brindavam em suas taças
O riso dionisíaco das noites.
Dissertamos então
Desde o siar de asas dos anjos
Ao apocalipse caótico católico
Das meninas e seus ocultos amantes ou
De seus oscilantes enganados ¿ religiosos ¿ namorados que ambicionavam
A santa escorpiano bondade cristã!

Ecoou pelo espaço nosso riso pagão
E a faísca azulada
De teus olhos buscou meu olhar.
Veloz
Então
Rompi
O fio!

Sobre a autora: E Dá-lhe Gracinha! Minha acionista favorita...
Segunda-feira, Fevereiro 16
Relatório anual da Organização Não Governamental ¿Gordos sem Fronteiras¿
Mauro Celso de Alvarenga

Depois de mais um ano de pesadíssimos trabalhos a ONG ¿Gordos sem Fronteiras¿ vem a público apresentar seu relatório anual.
Primeiramente é preciso esclarecer algo com relação aos pesados ataques infundados que nossa organização vem sofrendo, por parte da imprensa desavisada e maldosa, que pretende, exclusivamente, denegrir e difamar a imagem rotunda dos nossos dirigentes.
Não podemos aceitar calados as alegações de que nossos dirigentes pretendem iludir o grande e pesado público gordo, alvo de nossas campanhas e atenção.
Maldosamente, os meios de comunicação vêm informando que as dietas e regimes por nós indicados, são perigosos e não possuem base cientifica para sua utilização. Calunia! Mentira! Vitupério!
Ora, nosso cientista chefe, Dr. Manoel Joaquim de Tras-os-Montes Coimbrão, bem como nosso conhecidíssimo colaborador Doutor Ngueym Bcytxk, da Eritréia, médico, adivinho, curandeiro, jogador de Búzios e Pai de Santo na linha de Oxossi, profissionais de peso, afirmam que nada existe de errado, por exemplo, na ¿Dieta Leve¿ por nós proposta.
Se o paciente pretende emagrecer, nada mais lógico que uma alimentação regulada, de fácil digestão e, principalmente, LEVE. Portanto, a dieta a base de isopor (substancia muito leve e nutritiva, apesar de insossa, concedemos...), penas (de origem animal) e algodão (de origem vegetal) é uma dieta balanceada, com todos os nutrientes que o gajo precisa para viver!
Ainda na mesma linha, temos a ¿Dieta do Avião¿, onde só se pode ingerir a comida servida em aviões. Reparem que esta dieta não passa de uma simples variação da ¿Dieta Leve¿, na medida em que a comida de avião sempre tem gosto de isopor.
Da mesma forma, os insultos assacados contra os outros nossos regimes e dietas também merecem veementes repúdios.
Ora, a ¿Dieta da Lua¿ é extremamente eficaz, para aqueles que querem perder peso rapidamente, ao contrário do que afirmam os nossos detratores. Em qualquer uma de suas modalidade. Vejamos:
- Dieta da Lua Cheia: nesta, o feliz gordutcho só come durante a lua cheia. Isto é, só pode comer durante a noite em que a lua cheia estiver visível.

- Dieta da Lua, versão Viagem: não se trata de uma dieta para aqueles que vão viajar, como a primeira vista possa parecer: nesta dieta o gordinho só come quando houver uma viagem à lua.

- Dieta do Lunático: só é permitido comer comida de hospício. É intuitivo que nesta dieta o paciente deve internar-se no Juqueri (ou Jacarepaguá...) para obter os plenos benefícios deste regime. Ressalte-se que não aconselhamos a internação em hospitais psiquiátricos particulares, dada ao exagerado numero de nutritivas refeições servidas nestes antros.

Prossigamos. Infundadas as acusações, também maldosas, de que nossa cadeia de SPAs existiria tão somente para ¿tomar os dinheiro¿ dos gordos desiludidos e desesperados, carentes de uma mão amiga e de uma dieta que funcione.
Maldosa a insinuação de que o número de mortes por inanição nestes SPAs superaria, em muito, a média nacional da Biafra.
E por fim, totalmente desproposital a afirmação de que esses SPAs não tem condições técnicas de atendimento aos ¿rolhas de poço¿ que os procuram. Vejamos:

- SPAs ¿Jardim Ângela¿ e ¿Morro Dona Marta¿: nossos SPAs atléticos. Submetidos a rigoroso controle alimentar, os ¿pesadinhos¿ devem comprar sua própria alimentação, sempre no período noturno. É facilmente percebível que as compras serão feitas correndo, aumentando assim a perda de calorias. Infundadas as afirmações que estes SPAs teriam contra-indicações, causadas por balas perdidas. É preciso lembrar que o corpo precisa de sais minerais e chumbo é um mineral!

-SPAs ¿Sauna¿, I e II : o I fica no sertão do Ceará, no município do Poço Seco e Esturricado. O calorzinho constante, e alimentação balanceada, composta de produtos locais (mandacaru e calangos e eventualmente alguma Asa-Branca) propicia a perda constante de calorias, além de um belo bronzeado.
O II é internacional. Aproveitando o sucesso de uma recente novela, fica nas proximidades do Marrocos. Mais precisamente, no Sahara. O pitoresco conjunto de cabanas de couro de camelo dá ao local um ar bucólico e nostálgico, remetendo o gorduchinho a um clima de ¿Mil e uma Noites¿. Nossos personal-trainers, todos formados pelo Taliban e pela Al´Qaeda sabem como ¿tirar sangue¿ dos pacientes. No bom sentido, é claro... Especialmente se forem judeus...
O controle alimentar é ainda mais rigoroso e o bronzeado mais profundo.
Nestes dois SPAs o consumo de líquido é praticamente proibido, o que aumenta a perda de peso, já que se perde muito líquido.

Para coroamento do nosso ano de trabalhos, estamos anunciando dois novos regimes, totalmente testados e aprovados.
Aproveitando o clima de ¿Copa do Mundo¿:

- Dieta Patriótica: somente podem ser ingeridos alimentos nas cores da bandeira nacional do país do origem do gorditcho.
Os brasileiros só comerão alimentos verdes, amarelos, azuis e brancos; os japoneses brancos e vermelhos, os franceses alimentos azuis, brancos e vermelhos, os italianos vermelhos, brancos e verdes e assim por diante.
-Alguns menos esclarecidos indagam se, por serem gays, podem se valer das cores da ¿bandeira do arco-íris¿ para a dieta. A resposta é um sonoro NÃO. A dieta é pan-nacional e não pan-sexual...

- Dieta Patriótica Radical: a mesma idéia acima, mas os alimentos devem ser das cores do uniforme da seleção nacional de futebol.

Atenção:
- Devem ser respeitadas as cores do uniforme principal.
- E não podem ser feitas adaptações do tipo ¿vou comer um bife de baleia AZUL¿. O alimento deve ser da cor prescrita.

E finalmente, o ¿fecho de ouro¿. É com imenso prazer que lançamos a ¿Dieta do Alfabeto¿:

- Dieta do Alfabeto Rápida: proporciona a perda rápida de calorias, em pequeno período de tempo. O gordinho deve comer e beber, a cada dia, somente alimentos e bebidas cujo nome se inicia com as vogais. Assim, no primeiro dia, somente alimentos que tem os nomes iniciados com ¿A¿; no segundo dia, com ¿E¿; terceiro, ¿I¿; quarto ¿O¿ e no ultimo dia ¿U¿.
Assim, no primeiro dia, por exemplo, pode se comer ATUM com ALFACE. Mas cuidado: não se pode comer uma SALADA de atum com alface, pois SALADA começa com ¿s¿ e está fora desta dieta!

- Dieta do Alfabeto Lenta: a mesma idéia acima, mas com alimentos que tem seus nomes iniciados com as consoantes. Obviamente, esta dieta propicia maior variação alimentar, já que pode comer, por exemplo ¿cheeseburger¿, que poderá ser repetido no final como ¿X-burger¿. Outras variações possíveis são ¿BigMac¿, ¿Quarteirão com queijo¿; ¿hot-dog¿, ¿cachorro-quente¿. Este último, em casos extremos, pode ser ingerido até no dia ¿P¿, pois na Argentina o ¿cachorro-quente¿ é chamado de ¿Pancho¿.

-Dieta do Alfabeto Completo: é, obviamente, a mais completa e também a mais lenta. Mas é a que trás melhores resultados em longuíssimo prazo.

Céticos afirmam que este regime não teria nenhuma validade pois as variações são quase infinitas. Pense: o que comer no dia ¿K¿, ¿X¿, ¿W¿, ¿Y¿ e ¿Z¿? O regime é extremamente eficiente, ante as pouquíssimas opções culinárias destes dias!
Abaixo os descrentes! Fora com os difamadores!
Associe-se você também ao feliz mundo dos ¿GORDOS SEM FRONTEIRAS¿.

Contatos pelo telefone
0800 171 171


Sobre o autor: O Mauro é um amigo meu que estava cansado de tanto preconceito contra os gordinhos... pra rebater todas as gozações que ouviu fez este texto bem humorado e inteligente. Volte sempre Mauro!